quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Book Lovers Kids: o que já é bom está ficando muito melhor!

A Book Lovers Kids está sempre pensando com carinho em todos os leitores. Por isso, resolvemos inovar: nosso blog está de casa nova! Novo endereço, novo visual, enfim, tudo de melhor para criar mais apaixonados por livros.
Continuaremos tratando de assuntos diversos, atuais, e que possam enriquecer seu dia a dia com dicas de leitura, comportamento, educação e muito mais. Além dos posts, os leitores poderão acompanhar o calendário das feiras, as atrações em cada uma delas, e também dicas dos livros que estão à venda no site Book Lovers Kids.
E queremos interagir com os leitores: deixe nos comentários sugestões de assuntos para tratarmos no blog, dúvidas, conte como foi sua visita às nossas feiras, enfim, ajude-nos a deixar o blog do jeito que você quer!
Estaremos com novidades toda semana, não deixem de conferir!


Acessem nosso novo endereço: Book Lovers Kids



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Educação e o uso de medicamentos: até onde isso pode ser benéfico?


Recebi hoje a visita de uma profissional muito especial: a psicóloga Pollyanne Rosa. Ela me apresentou uma proposta de trabalho diferenciada dentro da psicanálise: o uso da contação de histórias – contalina - em lugar da prescrição indiscriminada da Ritalina. Conversamos sobre o assunto, e essa conversa me inspirou para o tema do post de hoje.
Trabalhando na educação, tenho visto cada dia mais, alunos que apresentam um comportamento agitado na escola, que resistem às regras e “não param quietos”, sendo encaminhados a pediatras e psiquiatras, e de lá acabam saindo com a prescrição de remédios controlados, geralmente a Ritalina. Não sou médica e nem quero aqui julgar o trabalho desses profissionais que, ao contrário, merecem todo o meu respeito. Até por que, eles também se baseiam em relatórios vindos da escola e relatos da família. Porém, me questiono se todas essas crianças sofrem mesmo com o TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou se apenas precisam de limites, de EDUCAÇÃO. Não estamos falando aqui da educação regular, formal, que é dada nas escolas. Trata-se da educação que a criança recebe desde que nasce, no âmbito familiar, e que escola nenhuma é capaz de transmitir.
Além disso, que tipo de aulas temos oferecido a essas crianças? Será que os professores se prepararam para receber essas crianças superestimuladas, que sabem usar os jogos dos smartphones dos pais com menos de 2 anos de idade, além de todos os demais estímulos que recebem diariamente desde que nascem? Ou estão praticando na sala de aula os velhos métodos aprendidos no passado?
O mau comportamento, o desinteresse e as dificuldades de aprendizagem estão sendo vistos como problemas orgânicos, esquecendo-se que o ser humano é um ser biopsicossocial (biológico, psicológico e social). Sinais como a agressividade e a desatenção nem sempre induzem a diagnósticos que necessitem de remédios. É preciso olhar o indivíduo, no caso a criança, de forma global, para então identificar o problema. Não é tratar a consequência e pronto – há que se identificar a causa. Problemas como o TDAH existem e não podem ser esquecidos, tampouco podemos deixar os medicamentos de lado. Se usados corretamente, eles são importantíssimos para o desenvolvimento da criança (e do adolescente ou adulto). Apenas não podemos transformar qualquer comportamento típico em diagnóstico fechado.
É preciso rever conceitos: nem toda criança agitada ou que não se concentra é hiperativa ou tem déficit de atenção. Alguns comportamentos como entusiasmo e a necessidade de chamar a atenção para si são típicos da infância, sendo que algumas crianças manifestam em maior grau, mas nem por isso é patológico. Há uma enorme diferença entre problemas de comportamento, que podem e devem ser tratados na escola, e transtornos de comportamento, que precisam de acompanhamento profissional e eventualmente demandam o uso de medicamentos.
Quando percebemos que, numa sala de aula, grande parte da turma esta desatenta e indisciplinada, é o momento de repensar a maneira como as aulas estão sendo dadas, como a rotina está sendo organizada, e propor a mudança por parte do professor, seja no tipo de atividades, seja na sua postura, para identificar se o problema é uma questão disciplinar ou pode ser algo que necessite do apoio de outros profissionais. Por exemplo, as crianças portadoras de TDHA não tem comportamento hiperativo apenas na escola, mas em todos os âmbitos dos quais faz parte, e inclusive durante o sono, já que o estímulo cerebral não cessa nunca, fazendo com que ela durma mal, caia da cama, ou tenha pesadelos. Se, contudo permanecer a desconfiança por parte do professor e da equipe pedagógica é hora de encaminhar os pais para buscar ajuda profissional.
Somente um médico é capaz de diagnosticar uma criança, após avalia-la e conversar com a família e os professores, cuidadosamente. Um profissional que lê um relatório vindo da escola e prescreve um medicamento controlado a uma criança, não tem credibilidade. É uma grande responsabilidade receitar um remédio que afeta física e mentalmente uma criança.
Não podemos esquecer, só para concluir, que a escola está lidando com seres humanos, independente de possuir laudos ou fazer uso de medicamentos. Toda criança tem o direito de aprender, e é obrigação dos professores se capacitarem para atender a todas as demandas trazidas pela diversidade de alunos que irão receber.



sábado, 13 de agosto de 2016

Feliz Dia dos Pais!


É com o seu pai que você dará os primeiros passos longe de sua mãe.
É nele que você irá se espelhar nos momentos mais críticos da sua vida.
Seu pai será seu exemplo, seu escudo, seu guia.
Ele irá te proteger diante de todos os perigos da vida.
Você às vezes poderá pensar, principalmente na sua juventude, que essa proteção é excessiva e que seu pai não sabe de nada. E a maturidade te mostrará que não. Com o tempo você vai perceber que seu pai sempre irá agir como se você fosse uma criança em busca de abrigo. E nesse momento, você irá gostar disso.
Você pode ter discordado do seu pai a sua vida inteira. Mas um dia você compreende que, ainda que não concorde com muitas coisas, o amor dele é muito maior que a sua razão. E então você respeita, e se cala, e consente. Não porque passou a concordar, mas porque já não precisa provar que ele está errado, tudo o que importa é o amor que existe entre vocês.
Existem pais que se ausentam por muito tempo, não se importam em ver os filhos crescendo, se desenvolvendo. E então, na sua velhice, sentindo o tempo ruir, vai em busca do tempo perdido, e se reconcilia com seus filhos, tentando resgatar todos os momentos em que não estiveram juntos. Sempre há tempo para amar, nunca é tarde para demonstrar o que sentimos.
Neste domingo, a dor maior é a dos filhos que perderam seus pais para sempre, aqueles que se foram e não podem mais voltar.
Diante disso, se você tem seu pai perto ou longe, presente ou ausente, esteja com ele de alguma forma. Seja no almoço ou em um telefonema, não importa. Faça-se presente neste dia, e celebrem juntos a alegria de ter um ao outro.
Feliz Dia dos Pais a todos, especialmente ao meu, que me tornou quem sou hoje e que tanto amor me deu em todos os dias da minha vida. Obrigada pai, eu amo você!

Para ver, ouvir, cantar e chorar (nunca consegui ouvir essa música do Fábio Jr sem chorar, e muito...).

Fábio Júnior

Pai
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz....

Pai
Pode crer
Eu tô bem eu vou indo
Tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...

Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você

Pai
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver

Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pokémon Go – o que está acontecendo no mundo?

Com o lançamento do jogo Pokémon Go, crianças e adolescentes simplesmente alucinaram. Moro numa cidade do interior, e na semana passada vi a praça central da cidade, a famosa Praça da Matriz, cheia de crianças e adolescentes, alguns com seus pais, outros com suas turmas. Olhando de longe, até me deu saudades da minha adolescência, quando nos reuníamos exatamente ali para conversar e disfrutar dos bons momentos da juventude. Só que não – diriam os adolescentes. Aquelas pessoas estavam ali exclusivamente para caçar pokémons e juntar pokebolas. Não havia conversas que passassem do mundo virtual, não queriam nem saber se o que estava acontecendo no resto do planeta. Tudo o que importava era quantos pokémons tinham capturado, se eram mais ou menos raros ou fortes. Ali, na praça mais importante da cidade, estávamos eu, meu marido e meus filhos, também à caça dos pokémons.
Sentada em um banco, comecei a observar aquela juventude do século XXI, ano de 2016. Inegavelmente são muito diferentes daqueles jovens de 25 anos atrás, quando eu estava então com 15 anos. Vi meninas, muito novas, jogando charme para os meninos. Vi meninos, também muito novos, que não estavam “nem aí” para as meninas. Alguns estavam de bicicleta, um ou outro de skate, mas todos, sem exceção, exibiam seus celulares de última geração.
Outra observação me ocorreu: as crianças todas procurando e capturando pokémons, e um monte de cães abandonados em volta delas, implorando por atenção. Não há mais espaço pra eles, tornaram-se invisíveis.
Vi algumas notícias de pessoas que foram atropeladas, outra que caiu de uma altura de 3 metros, um garoto que morreu afogado, e todos estavam à caça dos pokémons. As pessoas não estão mais olhando ao seu redor, olham apenas para a tela do smartphone, a procura de bichinhos virtuais. Para quê? Para nada, é só capturar e colecionar.
Grupos de whatsapp foram criados para disputarem quem capturou mais, quem conseguiu pokebolas, onde ficam as pokestops (para quem não sabe, são locais na cidade, virtuais, onde se pode carregar o jogo com pokebolas e outros itens para o jogo). Não se fala em outra coisa.
Conselhos para os pais:
 - LIMITE! Criem regras para o uso do jogo, imponham dia e horário para as caçadas. Acompanhem seus filhos, divirtam-se também!
 - Façam uma troca: se a criança ou adolescente ler um livro na semana, no sábado poderão ir caçar pokémons.
 - Direcione as atividades de lazer para outro lado: saiam para um passeio na natureza, mostrem os pássaros de verdade, visitem um museu, uma feira de livros, o cinema ou um parque.
 - Tragam essas crianças de volta à realidade. Porque na vida real não existem pokémons, e sem nos relacionarmos bem com os outros, se não criarmos laços com as pessoas, ela pode ser bem complicada.



Acessem: Book Lovers Kids e aproveitem as promoções! Porque ler também é divertido!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dia dos Pais – a importância do papel dos pais no desenvolvimento das crianças

Ainda que as famílias tenham mudado sua estrutura ao longo do tempo, a figura paterna continua tendo enorme importância no desenvolvimento dos filhos. Pesquisas demonstram que as partes do cérebro que são ativadas quando a criança se sente rejeitada pelo pai são as mesmas que se ativam quando ela se machuca, ou seja, as crianças sentem a dor da rejeição paterna como se fosse uma dor física. A diferença é ainda mais agravante: ao contrário da dor física, a dor psicológica pode ser revivida por anos, deixando marcas profundas.
Ao longo do desenvolvimento humano, é a figura paterna que encoraja o indivíduo a se desvencilhar do forte vínculo com a mãe, dando a ele segurança para explorar e descobrir o mundo que o rodeia de forma mais independente. Um pai presente e amoroso proporciona uma melhor socialização, facilitando as ligações afetivas. Ao contrário, pessoas rejeitadas pelo pai, que não têm presente a figura paterna (ainda que não seja o pai biológico), tendem a ser hostis e agressivas. O pai é ainda modelo a ser seguido pelos meninos, e para as meninas representa a referência do universo masculino.
No passado, acreditava-se que o pai só era “percebido” pela criança quando atingia os 4 anos. Hoje, estudos mostram que desde bebê esse vínculo é estabelecido, desde que o pai se empenhe para consolidá-lo. O pai, que não amamenta, pode cuidar do bebê desde o nascimento trocando fraldas, dando banho ou fazendo o bebê dormir. É durante esses cuidados que pais e filhos desenvolvem um vínculo de confiança e afeto que se perpetuará por toda a vida.
A figura paterna esteve por séculos atrelada ao provimento da família. Os pais eram os únicos responsáveis por trabalhar e manter a família no que tange à moradia, alimentação e demais cuidados financeiros. Atualmente, outros modelos familiares surgiram: existem famílias em que pai e mãe trabalham, outras em que a mãe trabalha fora e o pai cuida da casa e ainda existem famílias mais tradicionais onde só o pai trabalha. Mas outras mudanças ocorreram na estrutura familiar: o número de casais separados cresceu muito, e com isso a legislação também precisou se modernizar, criando a chamada “guarda compartilhada”. Nesse modelo familiar, a criança passa alguns dias da semana com a mãe e outros com o pai, dando oportunidade a ela de conviver com os dois genitores. Se bem administrada, esse tipo de guarda é a que menos causa prejuízos à criança, pois ela pode conviver de forma bem distribuída com o pai e com a mãe, ou seja, as figuras paterna e materna estão igualmente presentes na vida dela.
Para os pais, vale lembrar que algumas atitudes colaboram para o estreitamento da relação com seus filhos. Listarei alguns exemplos que podem (e devem!) ser seguidos:

 - Auxilie sua esposa nos cuidados com o bebê: assuma o banho da noite, faça o bebê dormir, alimente-o.
 - Brinque com as crianças, sempre que tiver tempo. Leve-as para caminhar, invente histórias, vejam um filme juntos, pratiquem esporte. Apenas evite as famigeradas “lutinhas”, pois elas podem despertar nas crianças uma tendência à agressividade, que poderá se transformar em um problema na relação com os colegas na escola.
- Faça um passeio só com as crianças. Longe da superproteção da mãe, a criança tem a oportunidade de desenvolver sua autonomia, explorando os ambientes e situações de forma mais corajosa.
- Desenvolva o hábito de ler para as crianças antes de dormirem. Além de estimular a leitura, ainda estreita o vínculo de afeto e companheirismo entre pais e filhos. (Acesse Book Lovers Kids e enriqueça esses momentos!).
- Mostre aos seus filhos as músicas que você gosta de ouvir, conversem sobre o esporte favorito, sobre os planetas e outros assuntos interessantes e próprios de pais e filhos. Essas conversas irão enriquecer o repertório das crianças e ainda renderá bons momentos de conversa entre vocês.
- Acompanhe as tarefas escolares. Tire dúvidas, corrija quando for necessário. Apesar de esta ser uma tarefa desempenhada pelas mães, os pais devem acompanhar o desenvolvimento e o rendimento escolar de seus filhos.
 - Eduque sua criança. O papel do pai é muito importante na educação dos filhos. Não é necessário ser autoritário, mas é preciso exercer a autoridade,  sem ser déspota ou controlador. Aja com amor. Essa atitude garante a segurança que sua criança irá desenvolver na idade adulta.

Por fim, aproveite cada segundo da vida de seus filhos. O primeiro sorriso, as primeiras palavras, os primeiros passos. Cada fase passa no espaço de um piscar de olhos, e deixarão saudades indizíveis para o resto da vida. Esteja presente na vida deles, o máximo que puder.

Assista no YouTube “Todo pai é um herói”. Perfeito!

Confira a agenda Book Lovers Kids para esse mês!





sábado, 6 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS – ensinando valores às crianças

Quando se trata de esportes, o que está em jogo vai muito além do desenvolvimento do corpo. Esporte envolve também valores como compromisso, disciplina, persistência, espírito de equipe, humildade, respeito e frustração também, já que envolve a competição onde só um atleta  ou time  ganha.
Estamos vivendo um momento histórico: é a primeira vez que os Jogos Olímpicos acontecem na América Latina, e temos a sorte de ser no Rio de Janeiro – Brasil, nossa Cidade Maravilhosa. O mundo inteiro está ligado nas competições que estão acontecendo. E o que esse evento pode trazer de ensinamento para as crianças?
São muitos os valores que envolvem os esportes e as competições. A princípio, a disciplina é o maior deles. Podemos explicar para as crianças que, para chegarem às Olimpíadas, os atletas precisaram treinar duro, durante anos, para conseguirem uma vaga entre os melhores do mundo. E alguns, mesmo treinando muito, se dedicando inteiramente, não conseguiram chegar até aqui. E aí entra mais um ensinamento: ainda que haja muito esforço e dedicação, nem sempre conseguimos o que queremos. E os conseguem, devem agir com humildade e respeito àqueles que não conseguiram o sucesso.
Frustração é outro sentimento que está presente na vida dos esportistas. Isso porque o esporte está intimamente ligado à competição, e isso fatalmente quer dizer que alguém irá ganhar e alguém irá perder. Quem ganha precisa aprender que um dia poderá perder. Quem perde, pode se esforçar ainda mais para ganhar na próxima competição. Humildade, respeito, garra, persistência, disciplina. Muitos valores e sentimentos juntos.
Para os esportes praticados em equipe, há outro ensinamento muito valioso: o espírito de equipe. Nessas modalidades, ganhar ou perder não depende apenas de um participante, mas da união de todos eles. O sucesso de um time depende do empenho de cada um, da sintonia fina entre todos, e da liderança firme de seu técnico. Sentimentos como egoísmo e vaidade não tem lugar em um time. UBUNTU – para quem se lembra, escrevi sobre isso tempos atrás – define bem o espírito de equipe: SOU QUEM SOU PORQUE SOMOS TODOS NÓS.
Outra questão que envolve os esportes é o doping. Alguns atletas se valem do uso de substâncias químicas que melhoram seu desempenho, tornando a competição desleal. É importante ensinar para as crianças o significado de doping e o que ele pode acarretar. Em uma competição, é imprescindível que os atletas estejam em igualdade de condições para que ela seja justa. Justiça e lealdade devem estar presentes nas disputas esportivas. Abordar essa questão com os pequenos pode servir como aprendizado para a vida. Um bom exemplo para ser usado nessa reflexão é a questão da “cola” nas avaliações escolares: quando um aluno cola, o bom resultado é consequência do seu esforço, ou resulta de uma fraude? Que valor real terá a avaliação?
Além de todos esses valores, os Jogos Olímpicos também são uma aula de geografia. No desfile das equipes durante a cerimônia de abertura, podemos observar diversos países do mundo, as características físicas dos atletas, e discutir com as crianças sobre a localização e as curiosidades de cada um.  Observamos ontem que Cuba e Japão entraram no Maracanã com bandeiras do Brasil nas mãos, num gesto fraternal. Alguns países tinham equipes bem pequenas, com 4 ou 5 atletas, enquanto Brasil e Estados Unidos tinham equipes enormes. A cerimônia em si foi uma aula de história do Brasil.
Enfim, podemos explorar os Jogos Olímpicos de forma divertida com as crianças, ensinando valores, promovendo o diálogo e transmitindo muito conhecimento sobre o nosso país e o mundo inteiro.
E para encerrar, relembramos a inesquecível frase do Barão de Coubertin, “o importante é competir”!


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos – origem, curiosidades e informações

Sexta-feira, 05/08/2016, às 20h, veremos a abertura oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o maior evento esportivo do planeta. São 42 modalidades diferentes de esportes, em busca das medalhas de ouro – símbolo maior dos melhores do mundo. E nesse ano acontecendo aqui no nosso Brasil varonil! Com certeza a emoção dos brasileiros será ainda maior.
Os jogos olímpicos surgiram na Grécia antiga, onde as competições aconteciam em homenagem aos deuses, especialmente Zeus. Em 776 a.C., ocorreram os primeiros Jogos Olímpicos de forma organizada, com a participação de atletas de diversas cidades-estado gregas, que se reuniram na cidade de Olímpia. O prêmio era uma coroa de louros e os atletas que a conseguiam eram recebidos como heróis em suas cidades. Após a invasão e o domínio dos romanos, muitas tradições gregas foram deixadas de lado, entre elas os Jogos Olímpicos. Somente em 1896 os jogos voltaram a acontecer em Atenas, graças ao francês Pierre de Fredy, o Barão de Coubertin. E desde então vem acontecendo periodicamente, exceto em 1916, 1940 e 1944, quando os jogos não aconteceram em virtude da 1ª e 2ª Guerras Mundiais.
Entendimento mútuo, igualdade, amizade e jogo limpo são os principais valores do espírito olímpico. O lema das Olimpíadas, “Citius, altius, fortius” (mais rápido, mais alto, mais forte), foi criado em 1900 pelo francês Henri Didon, para os Jogos de Paris, e é usado até hoje. A Bandeira Olímpica, com os cinco arcos que representam os cinco continentes, foi criada também pelo Barão de Coubertin, em 1913, e foi hasteada pela primeira vez em 1920 nos Jogos Olímpicos da Antuérpia. O fogo Olímpico foi aceso pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, e a cerimônia de revezamento da tocha olímpica começou em 1936, nas Olimpíadas de Berlim. Além desses símbolos dos jogos, existe ainda o Hino Olímpico, criado em 1896 pelo poeta grego Kostis Palamas e o compositor musical grego Spyros Samaras, e foi executado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Roma, somente em 1960. Até hoje, a execução do hino é obrigatória nas cerimônias de abertura das Olimpíadas (veja a letra do hino ao final do post).
Nosso país está recebendo 10.900 atletas de 204 países diferentes. A maioria está hospedada nos 31 prédios da Vila Olímpica, no Rio de Janeiro. Quem quiser assistir a alguma competição, o custo do ingresso varia de R$ 40,00 a R$ 4.600,00 e acontecerão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Manaus. O Comitê Olímpico Brasileiro traçou uma meta: ficar em 10º lugar. Para tanto, nossos atletas deverão subir ao pódio pelo menos 30 vezes. Vamos acompanhar e torcer, para superarmos essa meta, nos primeiros Jogos Olímpicos que acontecem no Brasil, pela primeira vez também na América Latina.

Para saber as datas e horários das competições, acesse o site do Globo Esporte.

Vejam o clipe oficial “Os deuses do Olimpo visitam o Rio de Janeiro”. Lindo vídeo!

Book Lovers Kids

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O cérebro e a leitura

Quanto mais estudos surgem a respeito da leitura, mais ela se torna fascinante. Stanislas Dehaene é um cientista que se dedica há 20 anos a entender as mudanças cerebrais que a leitura pode ocasionar. Segundo ele, a leitura moldou o cérebro humano, capacitando-o para assimilar habilidades impossíveis de serem realizadas por pessoas analfabetas (ou iletradas). Dehaene ainda afirma que o construtivismo, método de alfabetização muito usado no Brasil, pode não funcionar bem para ensinar crianças a ler. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura. Para ele, o método mais indicado para alfabetizar é o método fônico, pois ele parte do ensino das letras e da correspondência fonética de cada uma delas. Ao conhecer o som de cada fonema, fica mais fácil para a criança compreender as palavras. Juntam-se as palavras e temos o texto. Mas daí a interpretar a mensagem contida nos textos ainda leva um tempo. Isso porque o cérebro precisa “automatizar” a leitura e a escrita, de tal forma que leve a criança a não mais dispender energia decifrando o código da leitura e sim percebendo o que o texto está dizendo.
AUTOMATIZAR, quer dizer, tornar automática a leitura. Ler várias vezes o mesmo texto, usar caça-palavras, cruzadinhas, bingo de palavras, reconstruir um texto conhecido (como a letra de uma cantiga de roda, por exemplo) que está desorganizado, enfim, usar atividades para que a leitura torne-se automática para a criança. E só então investir na interpretação de textos propriamente dita. O que temos visto na educação brasileira, são crianças que chegam ao 5º ano do ensino fundamental e não sabem ler com autonomia, escrevem mal e não interpretam nem uma frase, que dirá um texto.
E o que fazer para reverter esse quadro? Primeiramente orientando os professores das séries iniciais do ensino fundamental a praticar a leitura e a escrita para que ela se torne automática. Em segundo lugar, diagnosticando possíveis problemas de aprendizagem que têm aparecido aos montes nas escolas e encaminhando para os profissionais que possam auxiliar essas crianças. E por último, e sempre, estimulando a leitura, desde a pré-escola, pois a pessoa que lê muito escreve melhor, sabe se expressar mais facilmente, tem o seu vocabulário enriquecido, consegue interpretar as informações que lê, além de muitos outros benefícios que já citei neste blog.
Enfim, a leitura é primordial para qualquer pessoa que pretende ter sucesso, em todas as áreas de conhecimento e atuação. E seu estímulo precisa começar desde a primeira infância. Portanto, não podemos perder tempo. Ainda que nunca seja tarde para começar o hábito da leitura, quanto mais cedo a criança é estimulada, maiores as chances de que ela se torne uma leitora assídua.

Ler é uma habilidade extraordinária que pode transformar o cérebro e prepará-lo para outros níveis de aprendizado. Não dá para ir muito longe sem leitura. (Stanislas Dehaene)
 Leia mais! Acesse www.bookloverskids.com.br e escolha os livros de sua preferência, são muitas opções!!

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