sexta-feira, 29 de julho de 2016

As histórias que os nossos avós nos contam...

Ao escrever o post do dia 25, inevitavelmente voltei no tempo e me recordei de minha avó e do quanto ela foi importante para que eu pudesse me tornar quem sou hoje.  Através do seu exemplo e de suas histórias, eu e meus primos crescemos e guardamos para sempre seus ensinamentos.
            Minha avó gostava de ler. Ela lia romances e a bíblia sagrada. Mas para nós, contava histórias sem usar os livros. Eram “causos” de sua infância, dos tempos em que viveu na fazenda, das suas traquinagens na pequena cidade do interior de Minas, que hoje nem existe mais (foi inundada pelo progresso, dando lugar à Usina Hidrelétrica de Furnas). Ela também contava algumas fábulas, que serviam sempre para nos ensinar algum valor importante como a solidariedade e a verdade. Sempre havia uma boa história para ela nos contar. Suas experiências e ensinamentos guiam a toda a nossa família.
Existem ainda as histórias que meus pais me contam sobre os meus avós com os quais eu não tive o privilégio de conhecer ou conviver. E isso sempre os fez presentes em minha vida. E assim deve ser, pois os avós são importantes ainda que já tenham partido desta vida. É falando sobre eles, vendo as fotos do passado, que a nossa origem vai se formando e criando um alicerce que nos sustentará para sempre.
Avós são sinônimo de sabedoria. Estando perto ou longe, sempre nos ensinam algo importante. E são nossos melhores advogados, estão em nossa defesa todas as vezes que nossos pais querem nos corrigir por algo de errado que fizemos. E seremos sempre crianças inocentes ao lado deles.
Essa nova geração de crianças, cujos pais estão sempre atribulados e cheios de compromissos, tem o privilégio de poder ficar com os avós, estreitando os laços e iluminando a vida dos idosos. Crianças que crescem juntos dos avós são mais felizes e provavelmente serão adultos mais amorosos e seguros.  
O tempo passa, e entendemos melhor as histórias contadas pelos nossos avós. Compreendemos as entrelinhas e descobrimos o imenso amor contido em cada palavra, em cada gesto, em cada olhar, em cada conto, em cada abraço. É uma pena que eles não são eternos. Mas eles viverão para sempre em nossos corações.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Fábulas para crianças - da origem à importância

As fábulas são pequenas histórias, cujas personagens são geralmente animais, e que trazem uma lição de moral. Os animais representam tipos humanos como o ingênuo, o egoísta ou o orgulhoso. Este tipo de narrativa é um dos mais antigos que existem. Temos registro de fábulas escritas desde Esopo (século IV a. C.), Fedro (15 a.C. - 50 d.C), do francês La Fontaine (Séc. XVI) até os contemporâneos brasileiros Monteiro Lobato e Millôr Fernandes.
Por seu teor moral, as fábulas são um importante auxílio na educação das crianças. Cada história traz em si os valores e a ética que precisamos ensinar aos pequenos desde muito cedo, através de histórias curtas e cheias da fantasia própria das crianças. Um bom exemplo é a fábula “A menina e o leite”, de La Fontaine (leia na íntegra abaixo). Nesta narrativa, uma menina caminha para a cidade para vender o leite de sua vaquinha, e perdida em seus planos em torno do que fará com o dinheiro do leite, acaba tropeçando e derrubando tudo. Moral da história, não adianta contar com o que ainda não possuímos, ou ainda, o velho ditado: não adianta chorar o leite derramado. Há ainda a fábula contemporânea “Maria vai com as outras”, de Sylvia Orthof, que mostra a importância de termos nossas próprias opiniões.
Como podemos perceber, além de divertir, as fábulas trazem ensinamentos valiosos, através de exemplos claros em torno daquilo que podemos ou não fazer, de como agir ante as adversidades que existem aos montes no convívio humano. É, acima de qualquer coisa, uma lição de ética e cidadania, tão imprescindíveis e tão raras nos dias de hoje.
O site da Book Lovers Kids leva até sua casa vários livros de fábulas, para todos os gostos. Acesse o site e aproveite!

Leia para as crianças:

A menina e o leite

A menina não cabia em si de felicidade. Pela primeira vez iria à cidade vender o leite de sua vaquinha. Trajando o seu melhor vestido, ela partiu pela estrada com a lata de leite na cabeça.
Enquanto caminhava, o leite chacoalhava dentro da lata.
E os pensamentos faziam o mesmo dentro da sua cabeça.
"Vou vender o leite e comprar uma dúzia de ovos."
"Depois, choco os ovos e ganho uma dúzia de pintinhos."
"Quando os pintinhos crescerem, terei bonitos galos e galinhas."
"Vendo os galos e crio as frangas, que são ótimas botadeiras de ovos."
"Choco os ovos e terei mais galos e galinhas."
"Vendo tudo e compro uma cabrita e algumas porcas."
"Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e ..."
A menina estava tão distraída que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.
Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.
Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la.
(La Fontaine)


Maria vai com as outras

Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo, Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
– Ai que lugar quente!
As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de ervilhas. Maria detestava ervilhas. Mas, como todas as ovelhas comiam ervilhas, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou: “Se eu não gosto de ervilhas, por que é que eu tenho que comer salada de ervilhas?”. Maria pensou, suspirou, mas continuou a fazer o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram saltar do alto do monte para dentro da lagoa. Todas as ovelhas saltaram. Saltava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: “mé!”. Saltava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: “mé!”.
E assim quarenta e duas ovelhas saltaram, quebraram o pé, chorando “mé, mé, mé”! Chegou a vez de Maria saltar. Ela recuou, entrou num restaurante e comeu uma feijoada.
Agora, “mé!”, Maria vai para onde caminha o seu pé.

Adaptado por CPinto do conto de Sylvia Orthof


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dia dos avós - uma homenagem para quem ama além do coração.

            Demorou séculos para escolherem um dia do ano para homenagear essas pessoas tão especiais na nossa vida: nossos avós - 26 de julho. Dizem que a data foi escolhida em razão de ser este o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria, avós de Jesus.
Todo mundo tem histórias para contar sobre os avós. Geralmente são histórias recheadas de doçura e carinho, e também de muitos ensinamentos. Minha avó materna, a única com quem realmente convivi, me deixou o exemplo de uma mulher forte e guerreira, muito elegante e educada. Recordo-me de vê-la sempre ativa, cozinhando feliz para toda a grande família que somos, e fazendo todas as vontades dos dez netos que teve. Quando Bruno meu filho nasceu, o primeiro bisneto, os mimos eram triplicados. De onde surge tanto amor?
Os avós são assim, amor em forma de gente. Sempre prontos a agradar os netos, seja como for. Não tem lugar melhor no mundo do que a casa da vovó. Lá é o lugar do “tudo pode”. Pode comer no sofá, pode brincar com farinha e sujar toda a cozinha, pode comer brigadeiro antes do jantar, pode brincar de massinha na cama, tudo pode. Os pais ficam de cabelos em pé, e os avós dizem: deixa, é coisa de criança...
Ultimamente, os avós têm ocupado um papel mais importante na vida de seus netos, afinal é geralmente com eles que as crianças ficam para os pais irem trabalhar. Alguns entendem essa nova responsabilidade e tratam de educar os pequenos. Outros porém se ocupam de apenas mimar os netos, e sobra para os pais tentarem consertar o estrago em casa. Muitas vezes isso é causa de conflito entre pais e filhos. Mas é importante estarem sempre dialogando a respeito da educação da criança, e cabe aos avós modernos compreenderem que a educação deve ser aplicada para o bem dos netos.
Quando temos nossos filhos, em geral estamos jovens, trabalhando muito para manter a família, e sobra pouco tempo para curtir as crianças. Os avós ao contrário, estão na maioria das vezes já aposentados, e tem seus dias iluminados pela doce presença dos netos, podendo dar toda a atenção do mundo para eles.
E esta relação produz benefícios para ambos, como mostra a matéria do site A Terceira Idade, cujo trecho transcrevo aqui:

Benefícios para os netos:

Proteção e amor: A infância é um período marcado por muitas descobertas e transformações na vida da criança que começa a transitar para a adolescência. Neste momento, o papel dos avós é orientar sobre como são as mudanças e em que elas acarretam. E uma das melhores maneiras de fazer com que o pequeno aceite as transformações é lhe proporcionando muito carinho, amor e atenção. Dessa forma, com o carinho dos mais velhos, meninos e meninas sentem-se mais protegidos das mudanças.
Personalidade da criança: atuar fortalecendo os vínculos afetivos e familiar da criança ajuda na formação da sua personalidade. Isso porque é justamente nos primeiros anos da infância que são delineadas as principais características do jeito. Por isso, é importante que a família esteja perto e prestando o devido suporte físico e psicológico da criança.
Respeito pelos mais velhos: a companhia do avô ou avó faz com que a criança entenda como é ser mais velha e, diante disso, aprenda a respeitá-los, aceitando suas diferenças e a entendendo suas limitações.

Benefícios para os avós

Afasta a depressão: A boa relação entre ambos ajuda a reduzir os sintomas da depressão nas duas gerações. No caso dos netos, a relação ajuda a passar uma maior segurança. Já para os avós, a criança representa um tempo de renovação que lhe aproxima da juventude.
Ajuda a ficarem mais ativos: O contato com a criança distrai e ajuda a te deixar mais ativo, fazendo com que você se sinta mais útil. Isso porque a convivência com a criança estimula o idoso a realizar atividades que exijam mais movimentação, como brincar no parque, passear no shopping, etc.
Troca de gerações: Esse é um aspecto que costuma ser muito produtivo para o idoso, pois os netos ensinam as particularidades da sociedade moderna. Como novas ferramentas tecnológicas, vestimentas, mudanças no cotidiano, entre outros fatores.

          Avós e crianças só têm a ganhar com o convívio entre eles.
          A todos os avós do mundo, todo o amor e gratidão de seus netos, não só no dia 26 de julho, mas em todos os dias das nossas vidas.

(Em tempo, meus pais são avós maravilhosos e tiveram suas vidas transformadas pelo nascimento dos meus filhos. Bruno e Beatriz têm aproveitado muito a companhia dos vovôs, e sei o quanto isso será marcante em suas vidas. GRATIDÃO ETERNA.)

Leia mais a respeito deste tema na Revista Crescer.





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Leitura para as crianças de 0 a 5 anos

           Para formar um adulto leitor, é preciso estimular a criança a gostar de ler, desde muito pequena. Isso nem sempre é tarefa fácil, se levarmos em conta a correria de todos os dias. Mas com poucos minutos por dia é possível conseguir atingir esse objetivo.

Mas afinal, que tipo de livro devo comprar?

Em se tratando de crianças bem pequenas, de 0 (zero) a 5 anos, o primeiro passo é adquirir livros que sejam ricos em ilustrações. Nessa fase, quando a criança ainda não está alfabetizada, ela consegue “ler” as imagens que está vendo. Através dessas imagens, elas viajam na história e visualizam os acontecimentos de forma concreta - elas ainda não conseguem criar imagens subjetivamente, apenas ouvindo alguém narrando.

É importante deixar que as crianças escolham seus livros, seja vendo-os no site, ou manuseando-os na livraria. Isso faz com que elas criem um vínculo afetivo com a história, além de despertar todo o seu interesse, afinal de contas, foi escolha delas. Os critérios que elas usam são bem diferentes dos critérios que usam os adultos. Nós observamos a narrativa, o fundo moral que a história traz, além da qualidade do produto. Crianças são seduzidas pelas cores, os desenhos, os sons que o livro emite, ou seja, baseiam-se nos atributos visuais e concretos de uma obra.

Diante disso, os livros mais indicados para esta fase do desenvolvimento infantil, são os que despertam nas crianças vários sentidos: visão, audição, tato e olfato. Os livros pop-ups são especialmente atraentes, já que, a cada página, um novo cenário se cria, cheio de detalhes e cores, que literalmente saltam aos olhos dos pequenos leitores. Os livros fantoche também atraem as crianças, já que a personagem principal está ali materializada, interagindo com elas.

No site da Book Lovers Kids, vários livros como estes estão disponíveis, com o mesmo preço encontrado na feira que acontece nos shoppings de todo o país. Sem sair de casa, a criança poderá escolher os títulos que mais lhe agradem, através de imagens reais dos produtos, sob várias perspectivas. É diversão garantida em dose dupla: primeiro na escolha dos livros e depois, com a chegada deles em casa.
Livro "Peter Pan" em pop up - disponível na Book Lovers Kids

Livro "Pinóquio" em pop up - disponível na Book Lovers Kids



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Amigos – família que a gente escolhe

Amigos são esses seres especiais que atraímos para perto de nós ao longo da vida. Existem aqueles que passam apenas uma temporada conosco, mas nos dão motivos suficientes para jamais esquecê-los. Outros entram na nossa vida e nunca mais saem, seguem ao nosso lado para sempre. A vida muda, os caminhos se desencontram, e lá estão eles, longe dos olhos, mas sempre perto do coração. Amigo de verdade a gente não coleciona muitos, mas cada um é único e insubstituível.  Eles são a família que a gente escolhe ter durante a existência. Não escolhemos nossos pais, avós, irmãos, tios, primos, mas escolhemos nossos amigos.
Nossos amigos viverão histórias conosco que nossos pais ou irmãos jamais saberão. Ouvirão segredos incontáveis, darão seus ombros para chorarmos nossas angústias e frustrações. Eles nos apoiarão ante qualquer dor. Mas também será com eles que teremos nossas crises de riso “à toa”, e só eles entenderão nossos olhares, sem que nenhuma palavra seja dita.
Em determinado momento da vida, podemos até pensar que os amigos são mais importantes que os nossos pais! Com o tempo e a maturidade, descobrimos que nossos pais ocupam um lugar único nos nossos corações, e que isso não diminui a importância da amizade verdadeira.
Aos meus amigos, e a todos que acompanham este blog: FELIZ DIA DO AMIGO!

E em homenagem a este dia, compartilho um texto de Vinícius de Moraes, o poeta que mais teve amigos e mais escreveu sobre eles.

AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências …
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
– ou talvez nunca vão saber –
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinicius de Moraes



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segunda-feira, 18 de julho de 2016

"Escola demais faz mal às crianças" (Eduardo Sá)


Estamos de férias! Professores e alunos estão curtindo o merecido descanso do primeiro semestre. As famílias se organizaram, algumas crianças estão com os avós, outras com a babá, tem aquelas sortudas que foram viajar com os pais ou estão em casa com a mamãe, e há ainda aquelas que estão curtindo a colônia de férias, pois papai e mamãe não conseguiram tirar uns dias na empresa para ficar com elas. Não importa, estão descansando da escola e curtindo coisas diferentes.
É nesse momento de descanso que trago uma reflexão sobre a escola. Lendo uma entrevista do psicólogo e psicanalista Eduardo Sá, professor da Universidade de Coimbra, Portugal, fiquei intrigada com seu pensamento: “Escola demais faz mal às crianças”. Como assim? Sim, é isso que ele concluiu. As crianças têm passado tempo demais na escola. E estão deixando de conviver com suas famílias, deixando de brincar, o que é tão essencial quanto aprender. Segundo Eduardo Sá, as prioridades deveriam ser assim: em primeiro lugar a família, em segundo a “escola da vida”, em terceiro o brincar, e finalmente, a escola.
As crianças tem ingressado cada vez mais cedo à escola, o ensino obrigatório hoje começa aos 4 anos de idade. Até aí tudo bem, é importante que as crianças sejam estimuladas cada vez mais cedo, desde que a educação infantil não se transforme (como vem acontecendo) numa “Pré-escola”, onde elas são incentivadas a ler e escrever, e onde a infância tem perdido seu espaço, já que não sobra mais tempo para brincar, fantasiar, ser criança. As professoras têm se preocupado demais em dar atividades no papel, encher cadernos lindamente, e se esquecendo de que, na educação infantil, esse não é o objetivo maior a ser alcançado. É preciso que a criança brinque, que jogue com seus colegas e aprenda a respeitá-los, que saiba perder e ganhar, que consiga amarrar seu próprio tênis, que vá ao banheiro sem precisar de ajuda, que pule corda, que corra, que ouça histórias incríveis e que fantasie muito em torno delas, que saiba resolver conflitos do dia a dia e que consiga se comunicar corretamente. É preciso que as crianças tenham frustrações e saibam conviver com elas. Elas precisam entender que às vezes ficamos tristes, e que isso não é nada sobrenatural. E que quando ficamos tristes, o que importa é ter pessoas ao nosso lado que nos apoiam, nos amam, e que nos amarão apesar de qualquer coisa. Com tantas pessoas deprimidas no mundo, fico pensando se isso não seria uma consequência da privação de frustração e tristeza que os pais e também os professores, têm praticado com suas crianças. É bom ficar triste de vez em quando... Ficamos mais fortes e corajosos depois de superar uma tristeza.
Eduardo Sá ainda fala sobre as lições de casa – mais deveres para fazer em casa, significa menos tempo com a família, e menos tempo para brincar. E a infância mais uma vez é roubada pelas tantas atividades que a escola exige. Ora, se o ensino em sala de aula é eficiente, e consegue atingir crianças diferentes no mesmo período escolar, não é necessário que a criança leve para casa tantos afazeres.
A escola tem colaborado para o encurtamento da infância, seja no período escolar, quando só se ocupam em aprender a ler e escrever, seja na quantidade de atividades extras que mandam para casa.
E isso tudo explica o primeiro pensamento de Sá: “Escola demais faz mal às crianças”.
Vamos aproveitar as férias para dar às nossas crianças muito mais que conhecimento. Vamos dar afeto, oportunidades para brincar, menos televisão e mais livros, vamos escutá-las e dar a elas toda a nossa atenção e amor.
Aproveitem para pensar: que tipo de escola quero para o meu filho? Falaremos mais sobre isso em breve.





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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Porque ainda ensinamos as crianças a escrever letra cursiva?

Trabalhando com educação, não raro os pais nos procuram na escola para entender porque a criança precisa escrever tanto, num mundo de computadores, notebooks e smartphones. Para ajudar a compreender, trago uma matéria do jornal El País, que explica com clareza o porquê da escrita manual, bem como os benefícios que ela pode trazer para o desenvolvimento do cérebro das crianças.






Porque é importante que as crianças escrevam a mão em um mundo de teclados
Tradução livre da matéria do jornal El País de 6 de julho de 2016. 

Experts acreditam que escrever a mão pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita. Existe uma tendência a subestimar a escrita manual como uma habilidade desnecessária, apesar de os especialistas advertirem que aprender a escrever pode ser a chave para, enfim, aprender a escrever.
Mas além da conexão emocional que nós adultos possamos sentir com a maneira que aprendemos a escrever, há um volume cada vez maior de estudos sobre o que um cérebro que está se desenvolvendo normalmente aprende enquanto forma letras na página, tanto em letra de imprensa como a cursiva. Em um artigo publicado este ano no Journal of Learning Desabilities (Revista das dificuldades de aprendizagem), os investigadores analisavam a maneira em que a linguagem oral e escrita se relacionam com a atenção e com as denominadas aptidões da “função executiva” (como planejamento) em alunos do 4º ano do Ensino fundamental e do 3º ano do Ensino Médio, com e sem dificuldades de aprendizagem. Virginia Berninger, catedrática de Psicologia Educativa da Universidade de Washington e autora principal do estudo, explica que os resultados deste e de outros trabalhos indicam que “a escrita manual – formar letras – faz com que a mente desenvolva e pode ajudar as crianças a prestar atenção a linguagem escrita”.
No ano passado, um artigo de Laura Dinehart, catedrática adjunta de Educação Infantil da Universidade Internacional da Flórida, analisava várias associações possíveis entre a boa caligrafia e os resultados acadêmicos: as crianças com boa letra conseguem melhores notas porque os professores acham mais agradável ler seus trabalhos. As crianças com dificuldade em escrever podem se concentrar mais em produzir as letras, em detrimento do conteúdo.
Mas, na verdade, podemos estimular o cérebro das crianças, ajudando-as a formar letras manuscritas? Segundo Dinehart, numa população de crianças de baixa renda, as que possuíam uma coordenação motora fina relacionada com a escrita antes dos 5 anos, mais adiante obtinham melhores resultados na escola. A autora pedia mais investigação sobre a escrita nos anos pré escolares e sobre as maneiras de ajudar as crianças pequenas a desenvolver as capacidades que necessitam para “uma tarefa complexa” que exige a coordenação de diferentes processos cognitivos, motores e neuromusculares. “O mito de que a escrita manual não é mais que uma aptidão motora é totalmente errôneo”, afirma Berninger. “Nela, utilizamos partes motoras do nosso cérebro, e também planejamento e controle motor, mas há uma região cerebral crucial em que coincidem a visão e a linguagem. É o giro fusiforme (para saber mais, leia a matéria da Revista Psiquê (http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/85/artigo279939-1.asp). Nele, os estímulos visuais se convertem efetivamente em letras e palavras escritas.

Letras e Formas

A estudiosa assegura que é preciso ver as letras com o “olho da mente” para traçá-las. As imagens cerebrais mostram que a ativação desta região é diferente em crianças com dificuldade para escrever a mão. Os scanners funcionais de cérebros de adultos tem revelado uma rede cerebral característica que se ativa quando leem e que inclue áreas relacionadas aos processos motores. Isso tem feito os cientistas pensarem que o processo cognitivo da leitura pode estar conectado com o processo motor de formação das letras.
Karin James, da Universidade de Indiana, realizou scanners cerebrais de crianças que ainda não sabiam escrever. “Seus cérebros não distinguem as letras, reagem da mesma forma a uma letra ou a um triângulo”, observou. Uma vez que se ensinava as crianças a escrever, os padrões de ativação cerebral em resposta às letras mostravam uma atividade maior da rede da leitura, incluindo o giro fusiforme, junto com o giro frontal inferior e as regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos utilizam para processar a linguagem escrita, ainda que as crianças ainda estivessem em um nível muito inicial como escritores.
Os especialistas em escrita manual têm se esforçado para responder se a letra cursiva confere aptidões e benefícios especiais além das vantagens que proporciona a letra de imprensa. Nas crianças pequenas, com um desenvolvimento normal, teclar as letras não gera a mesma ativação cerebral. “Claro que, à medida que crescemos, a maioria de nós passa a escrever através dos teclados, ainda que, igual a muitos professores universitários, eu mesmo já enfrentei o problema dos smartphones, mais por me preocupar com a atenção dos alunos distraídos do que por fomentar a escrita manual. Não obstante, segundo estudos sobre as anotações feitas em sala de aula, parece que é menos provável que os estudantes universitários que escrevem em um teclado se recordem dos conteúdos e saibam reproduzi-los, do que aqueles que escrevem a mão” – afirma Dinehart.
Segundo Berninger, a investigação indica que as crianças necessitam de uma formação introdutória em letra de imprensa e depois sim aprenderem a escrever e treinar a letra cursiva, seguindo para a aprendizagem da digitação posteriormente. É muito provável que utilizar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar as teclas, se beneficie das fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário do que acontece na escrita manual, as crianças usam as duas mãos para teclar. “O que defendemos é que se ensinem as crianças a serem escritoras híbridas, primeiro aprendendo a escrever a mão, já que a escrita manual facilita o reconhecimento das letras, e depois, nos últimos anos do Ensino Fundamental, aprendendo a digitar”.

Como pediatra, creio que se trata de outro caso em que deveríamos ter cuidado, de que a fascinação do mundo digital não prive de experiências importantes que podem ter impactos reais nos cérebros e rápido desenvolvimento das crianças. Dominar a escrita manual, ainda que seja com letra ruim, é uma maneira de ter para si a linguagem escrita, em sentido profundo.

“Em conjunto, minha investigação se concentra em como o aprender e interagir com o mundo utilizando nossas mãos tem efeitos realmente importantes para a nossa cognição”, conclui James, “escrever a mão muda à função cerebral e pode mudar o desenvolvimento do cérebro”.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Na verdade, quem é a vítima?

Essa semana, na Espanha, um jovem toureiro foi morto na cidade de Teruel, durante uma competição. Triste ver ao vivo a morte de um rapaz de 29 anos, que tinha toda uma vida pela frente.
Diante da notícia, surge a dúvida: na verdade, quem é a vítima?
As touradas acontecem desde meados do século 3 antes de Cristo, e teve origem em caçadas de touros selvagens dentro de arenas. Com o tempo, a prática caiu no gosto popular e hoje, só na Espanha, movimentam cerca de 4,4 bilhões de reais por ano. Por sorte em muitos países as competições foram proibidas, devido a crueldade a que os animais são submetidos. Cerca de 250 mil touros são sacrificados no mundo todos os anos. As plateias aplaudem a morte de cada touro, de pé. E, pasme, o prêmio mais esperado pelo toureiro são as orelhas e o rabo do animal, cortados na hora. O que sobra do touro é levado para fora da arena e a carne é vendida para os açougues locais. Para entender melhor como funciona uma competição, replico um trecho da matéria “O que é uma tourada?” da revista Mundo Estranho:
 “O toureiro e seus ajudantes formam uma cuadrilla para matar o touro. No 1º terço do espetáculo (tercio de varas), o touro selvagem, com idade entre 4 e 6 anos, e mais de 460 kg, é solto na arena - de raça feroz, é treinado à risca pra briga. O toureiro, ou matador, faz movimentos com o capote - capa vermelha de forro amarelo - para atiçar a fera. Como só vê preto e branco, o que o incita são os volteios da capa.

O touro é conduzido até um dos dois picadores, cavaleiros com lanças que ferem o bicho para ir minando sua força. A ponta da lança, em forma de T, limita a profundidade das picadas. Os cavalos são vendados - para não se assustarem com o touro - e cobertos com uma lona grossa para protegê-los das chifradas. Depois que o touro foi enfraquecido com pelo menos duas estocadas, começa o tercio de banderillas. É quando os banderilleros entram em cena, cravando três pares de estacas coloridas, com ponta de arpão, no pescoço do bicho. O objetivo é deixar a fera ainda mais furiosa para o desfecho da peleja. 
Na parte final (tercio de muerte), o matador usa uma pequena capa, empunhada com uma das mãos, para realizar a faena, driblando o animal bem de perto e perigosamente - chifradas na virilha, axilas, pescoço e tórax não são raras, e podem ser fatais. Nesta hora, quando o toureiro exibe sua habilidade, é que a torcida grita "olé!" O matador recebe uma espadona de aço de quase 1 m para liquidar a fatura. Com a capa rente ao chão, ele vai colocando o bicho na posição ideal para o bote: de cabeça baixa e patas dianteiras juntas. Com isso, ressalta a área logo acima do pescoço, onde será dado o golpe fatal - se a estocada atingir a aorta (o que nem sempre acontece), a morte é instantânea. A luta toda dura em média 20 minutos.”

E é por isso que a pergunta não quer se calar: quem é a vítima? O homem retira um animal selvagem de seu habitat, o traz para a civilização, joga-o no meio de uma arena, e instiga seu instinto mais agressivo para que ele ataque o toureiro. Este por sua vez o fere diversas vezes, até que o mata. Aliás, o objetivo maior deste “espetáculo” é ver o touro agonizar e morrer.
É triste saber que um homem tão jovem morreu na arena por causa do ataque de um touro. Acontece que ele assumiu os riscos, decidiu lutar. Os 250 mil touros que morrem a cada ano no mundo, não vão para a arena porque querem. Provavelmente jamais atacariam um homem se não fossem instigados a fazer isso.
E é aí que mora a diferença. Quem é a vítima: quem decide lutar e se arrisca a morrer, ou quem se vê sendo atacado e tenta se defender? Dê a sua opinião!






sábado, 9 de julho de 2016

Seja sempre você mesmo.

“O mundo está cheio de gente.
Gente de todo jeito, de todo tipo.
Tem gente honesta que se esforça pra vencer na vida.
Tem gente que vence na vida se esforçando pra não ser honesta.
Tem gente que ajuda os outros sem esperar nada em troca.
E tem gente que troca os outros por qualquer ajuda.
Tem gente que trabalha duro, mas sorri.
Tem gente que sorri de quem trabalha duro.
Tem gente que chega perto da gente para somar.
E tem gente que só se aproxima para nos diminuir.
Tem gente que é sol.
Tem gente que é lua.
Tem gente que é tempestade.
E tem gente que vive nublada.
Tem gente que gera filhos pra fazer do mundo um lugar melhor.
Tem gente que não tem filhos porque o mundo é um lugar ruim.
Tem gente que gosta de gente.
E tem gente que prefere viver só.”



Convivemos diariamente com gente de todo tipo. Pode ser gente parecida com a gente, ou gente que é o oposto de nós. Na escola, no trabalho, na igreja, na academia ou mesmo dentro de casa, cada um tem sua personalidade, sua forma de agir e pensar, e nem sempre é fácil lidar com essas diferenças.
O que incomoda no outro? Para cada pessoa pode ser uma coisa diferente. Para o mal humorado, estar ao lado de quem sorri e brinca com todo mundo pode ser uma tortura. Já para o sorridente, ter de aturar o mal humor alheio chega a ser doloroso. O que é ruim para o outro, pode ser muito bom pra você. E vice versa. Certas coisas não têm como avaliar, pois se tratam de preferências que são individuais, próprias de cada ser humano. Somos seres únicos. Cada qual com suas qualidades e defeitos.
Acredito que ninguém é totalmente ruim. Como também acredito que ninguém seja absolutamente bondoso. Somos complementares, yin e yang, dia e noite, positivo e negativo.
Talvez tenhamos nascido para aprender a equilibrar essas ambiguidades dentro de nós mesmos. Alguns conseguem, outros passam a vida inteira sem conseguir enxergar seus próprios defeitos, e então eles ganham força e se sobressaem às qualidades.  
Mas há que se pensar: a gente não nasceu para ser perfeito. A gente nasceu para melhorar, seja no egoísmo, na inveja ou na falsidade. Melhorar e ser feliz.
            Somos seres em eterna construção. Nada está acabado, tudo está se fazendo, dia a dia, tijolo por tijolo. A criança egoísta que não compartilha seus brinquedos cresce, e pode se tornar um adulto generoso e desprendido. Ou o adolescente rebelde que afrontava os pais e, no futuro, poderá ser o filho amoroso e dedicado.
Para isso nascemos: para nos transformar em seres melhores, acrescidos dos valores que outras pessoas e tantas circunstâncias nos dão ao longo de nossa existência.
Tenha paciência com a caminhada de cada um. Seja complacente com os erros dos que convivem com você. Cada pessoa caminha no seu próprio ritmo, e algumas não gostam de atalhos.
E seja sempre você mesmo, único e insubstituível, com todos os seus erros, acertos e aprendizados. Coloque todos os seus esforços para ser melhor a cada dia, e acima de tudo para ser feliz.


Respeite a você mais do que aos outros. Respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite, sobretudo o que você imagina que é ruim em você – não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver. (Correspondências - Clarice Lispector)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

População honesta, governo corrupto?

'Não existe país com governo corrupto e população honesta'. Declaração foi feita pelo historiador da Unicamp (SP) Leandro Karnal. Para o especialista, a ética deve começar pela família e pela escola.

Acabo de ler esta matéria, e isto me rendeu uma vasta reflexão. (Leia na íntegra no site G1). Como a população brasileira quer exigir um governo honesto e ético, se diariamente comete pequenas (ou grandes) desonestidades?
Outra matéria também no G1, fala sobre o professor de uma universidade do Paraná que resolveu fazer um teste de honestidade: colocou um freezer com picolés dentro, sem vendedor, e então a pessoa teria que pegar o sorvete e depositar o dinheiro na urna ao lado. Muitas pessoas pegaram o picolé e não pagaram. Um estudante declarou: “Quem rouba um sorvete pode facilmente roubar a merenda das crianças ou milhões da saúde e da educação”.
E é a mais pura verdade. Não há corrupção do bem ou do mal, grande ou pequena. O sujeito que é corrupto age em causas pequenas ou grandes, dependendo da oportunidade.  
Algumas situações vêm se tornando tão corriqueiras, que as pessoas pensam que são normais:
- Pegar um atestado médico sem estar doente para descansar uns dias.
- Pedir “emprestado” um comprovante de endereço de um conhecido para levar vantagem em alguma coisa.
- Fraudar um comprovante de trabalho para conseguir vaga na escola pública em tempo integral e passar o dia na academia.
- Valer-se de favores de pessoas mais influentes para conseguir passar à frente de outras.
- Copiar trabalho acadêmico da internet ao invés de desenvolver o seu próprio.
- Bater ponto no lugar do colega de trabalho que precisou dar uma saidinha.
- Oferecer dinheiro para não ser multado no trânsito.
- Comprar CD/DVD piratas.
- Vender (ou comprar) votos.
- Deixar as crianças comerem coisas dentro do supermercado e não pagar.
Enfim, eu poderia passar horas listando essas situações que muitos chamam de “jeitinho brasileiro”, mas que no fundo fazem parte das pequenas corrupções do dia a dia. (Alguns desses exemplos fazem parte de uma campanha da Procuradoria Geral da União intitulada “Pequenas Corrupções – Diga Não”, lançada em junho de 2013).
Que exemplos temos dado aos nossos filhos? Que governo queremos para o nosso país?
Você pode estar pensando: Corrupto, eu? Isso é característica de políticos! Mas vamos ao significado da palavra: Corrupção é o efeito ou ato de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos. Se voltar aos exemplos citados acima, verá que apesar de parecerem inocentes ou compreensíveis, tais atitudes se encaixam perfeitamente ao significado da palavra.
Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, “ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero?; (2) devo?; (3) posso? Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve”.
De acordo com esse pensamento, precisamos olhar para as nossas atitudes e refletir: temos agido com honestidade, ética e retidão?
Se quisermos uma mudança nesse país, é preciso que ela comece dentro de nós, na escola e na família. Ao repensar nossa forma de agir, estaremos colaborando para que essa mudança aconteça verdadeiramente, primeiro perto de nós, através do nosso exemplo, e em seguida na sociedade como um todo. Reflita!


Veja em "Análise de Livros" a resenha do livro "Valores - 15 valores individuais para crescer", para trabalhar também a ética com as crianças.
Este e outros títulos você poderá encontrar e adquirir no site Book Lovers Kids - Criando apaixonados por livros desde cedo.