segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O cérebro e a leitura

Quanto mais estudos surgem a respeito da leitura, mais ela se torna fascinante. Stanislas Dehaene é um cientista que se dedica há 20 anos a entender as mudanças cerebrais que a leitura pode ocasionar. Segundo ele, a leitura moldou o cérebro humano, capacitando-o para assimilar habilidades impossíveis de serem realizadas por pessoas analfabetas (ou iletradas). Dehaene ainda afirma que o construtivismo, método de alfabetização muito usado no Brasil, pode não funcionar bem para ensinar crianças a ler. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura. Para ele, o método mais indicado para alfabetizar é o método fônico, pois ele parte do ensino das letras e da correspondência fonética de cada uma delas. Ao conhecer o som de cada fonema, fica mais fácil para a criança compreender as palavras. Juntam-se as palavras e temos o texto. Mas daí a interpretar a mensagem contida nos textos ainda leva um tempo. Isso porque o cérebro precisa “automatizar” a leitura e a escrita, de tal forma que leve a criança a não mais dispender energia decifrando o código da leitura e sim percebendo o que o texto está dizendo.
AUTOMATIZAR, quer dizer, tornar automática a leitura. Ler várias vezes o mesmo texto, usar caça-palavras, cruzadinhas, bingo de palavras, reconstruir um texto conhecido (como a letra de uma cantiga de roda, por exemplo) que está desorganizado, enfim, usar atividades para que a leitura torne-se automática para a criança. E só então investir na interpretação de textos propriamente dita. O que temos visto na educação brasileira, são crianças que chegam ao 5º ano do ensino fundamental e não sabem ler com autonomia, escrevem mal e não interpretam nem uma frase, que dirá um texto.
E o que fazer para reverter esse quadro? Primeiramente orientando os professores das séries iniciais do ensino fundamental a praticar a leitura e a escrita para que ela se torne automática. Em segundo lugar, diagnosticando possíveis problemas de aprendizagem que têm aparecido aos montes nas escolas e encaminhando para os profissionais que possam auxiliar essas crianças. E por último, e sempre, estimulando a leitura, desde a pré-escola, pois a pessoa que lê muito escreve melhor, sabe se expressar mais facilmente, tem o seu vocabulário enriquecido, consegue interpretar as informações que lê, além de muitos outros benefícios que já citei neste blog.
Enfim, a leitura é primordial para qualquer pessoa que pretende ter sucesso, em todas as áreas de conhecimento e atuação. E seu estímulo precisa começar desde a primeira infância. Portanto, não podemos perder tempo. Ainda que nunca seja tarde para começar o hábito da leitura, quanto mais cedo a criança é estimulada, maiores as chances de que ela se torne uma leitora assídua.

Ler é uma habilidade extraordinária que pode transformar o cérebro e prepará-lo para outros níveis de aprendizado. Não dá para ir muito longe sem leitura. (Stanislas Dehaene)
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