Ainda que as famílias tenham
mudado sua estrutura ao longo do tempo, a figura paterna continua tendo enorme
importância no desenvolvimento dos filhos. Pesquisas demonstram que as partes
do cérebro que são ativadas quando a criança se sente rejeitada pelo pai são as
mesmas que se ativam quando ela se machuca, ou seja, as crianças sentem a dor
da rejeição paterna como se fosse uma dor física. A diferença é ainda mais
agravante: ao contrário da dor física, a dor psicológica pode ser revivida por
anos, deixando marcas profundas.
Ao longo do desenvolvimento
humano, é a figura paterna que encoraja o indivíduo a se desvencilhar do forte vínculo
com a mãe, dando a ele segurança para explorar e descobrir o mundo que o rodeia
de forma mais independente. Um pai presente e amoroso proporciona uma melhor socialização,
facilitando as ligações afetivas. Ao contrário, pessoas rejeitadas pelo pai,
que não têm presente a figura paterna (ainda que não seja o pai biológico),
tendem a ser hostis e agressivas. O pai é ainda modelo a ser seguido pelos
meninos, e para as meninas representa a referência do universo masculino.
No passado, acreditava-se
que o pai só era “percebido” pela criança quando atingia os 4 anos. Hoje,
estudos mostram que desde bebê esse vínculo é estabelecido, desde que o pai se
empenhe para consolidá-lo. O pai, que não amamenta, pode cuidar do bebê desde o
nascimento trocando fraldas, dando banho ou fazendo o bebê dormir. É durante
esses cuidados que pais e filhos desenvolvem um vínculo de confiança e afeto
que se perpetuará por toda a vida.
A figura paterna esteve por
séculos atrelada ao provimento da família. Os pais eram os únicos responsáveis
por trabalhar e manter a família no que tange à moradia, alimentação e demais
cuidados financeiros. Atualmente, outros modelos familiares surgiram: existem
famílias em que pai e mãe trabalham, outras em que a mãe trabalha fora e o pai
cuida da casa e ainda existem famílias mais tradicionais onde só o pai
trabalha. Mas outras mudanças ocorreram na estrutura familiar: o número de
casais separados cresceu muito, e com isso a legislação também precisou se
modernizar, criando a chamada “guarda compartilhada”. Nesse modelo familiar, a
criança passa alguns dias da semana com a mãe e outros com o pai, dando oportunidade
a ela de conviver com os dois genitores. Se bem administrada, esse tipo de
guarda é a que menos causa prejuízos à criança, pois ela pode conviver de forma
bem distribuída com o pai e com a mãe, ou seja, as figuras paterna e materna
estão igualmente presentes na vida dela.
Para os pais, vale lembrar
que algumas atitudes colaboram para o estreitamento da relação com seus filhos.
Listarei alguns exemplos que podem (e devem!) ser seguidos:
- Auxilie sua
esposa nos cuidados com o bebê: assuma o banho da noite, faça o bebê dormir,
alimente-o.
- Brinque com as
crianças, sempre que tiver tempo. Leve-as para caminhar, invente histórias,
vejam um filme juntos, pratiquem esporte. Apenas evite as famigeradas “lutinhas”,
pois elas podem despertar nas crianças uma tendência à agressividade, que
poderá se transformar em um problema na relação com os colegas na escola.
- Faça um passeio
só com as crianças. Longe da superproteção da mãe, a criança tem a oportunidade
de desenvolver sua autonomia, explorando os ambientes e situações de forma mais
corajosa.
- Desenvolva o hábito de ler para as crianças antes de
dormirem. Além de estimular a leitura, ainda estreita o vínculo de afeto e
companheirismo entre pais e filhos. (Acesse Book Lovers Kids e
enriqueça esses momentos!).
- Mostre aos seus
filhos as músicas que você gosta de ouvir, conversem sobre o esporte favorito,
sobre os planetas e outros assuntos interessantes e próprios de pais e filhos.
Essas conversas irão enriquecer o repertório das crianças e ainda renderá bons momentos
de conversa entre vocês.
- Acompanhe as tarefas escolares. Tire dúvidas, corrija
quando for necessário. Apesar de esta ser uma tarefa desempenhada pelas mães,
os pais devem acompanhar o desenvolvimento e o rendimento escolar de seus
filhos.
- Eduque sua
criança. O papel do pai é muito importante na educação dos filhos. Não é
necessário ser autoritário, mas é preciso exercer a autoridade, sem ser déspota ou controlador. Aja com amor. Essa
atitude garante a segurança que sua criança irá desenvolver na idade adulta.
Por fim, aproveite cada
segundo da vida de seus filhos. O primeiro sorriso, as primeiras palavras, os
primeiros passos. Cada fase passa no espaço de um piscar de olhos, e deixarão
saudades indizíveis para o resto da vida. Esteja presente na vida deles, o
máximo que puder.
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