Com
o lançamento do jogo Pokémon Go, crianças e adolescentes simplesmente
alucinaram. Moro numa cidade do interior, e na semana passada vi a praça
central da cidade, a famosa Praça da Matriz, cheia de crianças e adolescentes,
alguns com seus pais, outros com suas turmas. Olhando de longe, até me deu
saudades da minha adolescência, quando nos reuníamos exatamente ali para
conversar e disfrutar dos bons momentos da juventude. Só que não – diriam os
adolescentes. Aquelas pessoas estavam ali exclusivamente para caçar pokémons e
juntar pokebolas. Não havia conversas que passassem do mundo virtual, não
queriam nem saber se o que estava acontecendo no resto do planeta. Tudo o que
importava era quantos pokémons tinham capturado, se eram mais ou menos raros ou
fortes. Ali, na praça mais importante da cidade, estávamos eu, meu marido e meus
filhos, também à caça dos pokémons.
Sentada
em um banco, comecei a observar aquela juventude do século XXI, ano de 2016.
Inegavelmente são muito diferentes daqueles jovens de 25 anos atrás, quando eu
estava então com 15 anos. Vi meninas, muito novas, jogando charme para os
meninos. Vi meninos, também muito novos, que não estavam “nem aí” para as
meninas. Alguns estavam de bicicleta, um ou outro de skate, mas todos, sem exceção,
exibiam seus celulares de última geração.
Outra
observação me ocorreu: as crianças todas procurando e capturando pokémons, e um
monte de cães abandonados em volta delas, implorando por atenção. Não há mais
espaço pra eles, tornaram-se invisíveis.
Vi
algumas notícias de pessoas que foram atropeladas, outra que caiu de uma altura
de 3 metros, um garoto que morreu afogado, e todos estavam à caça dos pokémons.
As pessoas não estão mais olhando ao seu redor, olham apenas para a tela do
smartphone, a procura de bichinhos virtuais. Para quê? Para nada, é só capturar
e colecionar.
Grupos
de whatsapp foram criados para disputarem quem capturou mais, quem conseguiu
pokebolas, onde ficam as pokestops (para quem não sabe, são locais na cidade,
virtuais, onde se pode carregar o jogo com pokebolas e outros itens para o
jogo). Não se fala em outra coisa.
Conselhos para os pais:
- LIMITE! Criem regras para o uso do jogo,
imponham dia e horário para as caçadas.
- Façam uma troca: se a criança ou adolescente
ler um livro na semana, no sábado poderão ir caçar pokémons.
- Direcione as atividades de lazer para outro
lado: saiam para um passeio na natureza, mostrem os pássaros de verdade,
visitem um museu, uma feira de livros, o cinema ou um parque.
- Tragam essas crianças de volta à realidade.
Porque na vida real não existem pokémons, e sem nos relacionarmos bem com os
outros, se não criarmos laços com as pessoas, ela pode ser bem complicada.
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Ótimos conselhos....
ResponderExcluirSem exagero, dá para se divertir muito não é Dayana?
ResponderExcluirUma verdadeira reflexão! De fato, não podemos deixar algo tão fora da realidade, dominar essa geração!
ResponderExcluirPrecisamos valorizar as relações humanas, olhos nos olhos... Bjos!!
ExcluirPrecisamos valorizar as relações humanas, olhos nos olhos... Bjos!!
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