quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pokémon Go – o que está acontecendo no mundo?

Com o lançamento do jogo Pokémon Go, crianças e adolescentes simplesmente alucinaram. Moro numa cidade do interior, e na semana passada vi a praça central da cidade, a famosa Praça da Matriz, cheia de crianças e adolescentes, alguns com seus pais, outros com suas turmas. Olhando de longe, até me deu saudades da minha adolescência, quando nos reuníamos exatamente ali para conversar e disfrutar dos bons momentos da juventude. Só que não – diriam os adolescentes. Aquelas pessoas estavam ali exclusivamente para caçar pokémons e juntar pokebolas. Não havia conversas que passassem do mundo virtual, não queriam nem saber se o que estava acontecendo no resto do planeta. Tudo o que importava era quantos pokémons tinham capturado, se eram mais ou menos raros ou fortes. Ali, na praça mais importante da cidade, estávamos eu, meu marido e meus filhos, também à caça dos pokémons.
Sentada em um banco, comecei a observar aquela juventude do século XXI, ano de 2016. Inegavelmente são muito diferentes daqueles jovens de 25 anos atrás, quando eu estava então com 15 anos. Vi meninas, muito novas, jogando charme para os meninos. Vi meninos, também muito novos, que não estavam “nem aí” para as meninas. Alguns estavam de bicicleta, um ou outro de skate, mas todos, sem exceção, exibiam seus celulares de última geração.
Outra observação me ocorreu: as crianças todas procurando e capturando pokémons, e um monte de cães abandonados em volta delas, implorando por atenção. Não há mais espaço pra eles, tornaram-se invisíveis.
Vi algumas notícias de pessoas que foram atropeladas, outra que caiu de uma altura de 3 metros, um garoto que morreu afogado, e todos estavam à caça dos pokémons. As pessoas não estão mais olhando ao seu redor, olham apenas para a tela do smartphone, a procura de bichinhos virtuais. Para quê? Para nada, é só capturar e colecionar.
Grupos de whatsapp foram criados para disputarem quem capturou mais, quem conseguiu pokebolas, onde ficam as pokestops (para quem não sabe, são locais na cidade, virtuais, onde se pode carregar o jogo com pokebolas e outros itens para o jogo). Não se fala em outra coisa.
Conselhos para os pais:
 - LIMITE! Criem regras para o uso do jogo, imponham dia e horário para as caçadas. Acompanhem seus filhos, divirtam-se também!
 - Façam uma troca: se a criança ou adolescente ler um livro na semana, no sábado poderão ir caçar pokémons.
 - Direcione as atividades de lazer para outro lado: saiam para um passeio na natureza, mostrem os pássaros de verdade, visitem um museu, uma feira de livros, o cinema ou um parque.
 - Tragam essas crianças de volta à realidade. Porque na vida real não existem pokémons, e sem nos relacionarmos bem com os outros, se não criarmos laços com as pessoas, ela pode ser bem complicada.



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5 comentários:

  1. Sem exagero, dá para se divertir muito não é Dayana?

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  2. Uma verdadeira reflexão! De fato, não podemos deixar algo tão fora da realidade, dominar essa geração!

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    Respostas
    1. Precisamos valorizar as relações humanas, olhos nos olhos... Bjos!!

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    2. Precisamos valorizar as relações humanas, olhos nos olhos... Bjos!!

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