Quando temos um filho, começa o árduo trabalho de
educá-lo. Digo árduo porque, na maioria das vezes, educar não é fácil.
Algumas
vezes pode doer na alma. Mas é necessário entender que é a tarefa dos pais
ensinar, educar, impor limites, para que seu filho consiga viver em sociedade.
Procurando no dicionário, a palavra LIMITE pode ter o
seguinte significado: Fronteira; linha que, real ou imaginária, delimita e
separa um território de outro. Portanto, é o limite que determina a fronteira
entre o que é certo do que é errado, do se pode ou não fazer.
A priori, toda criança nasce sem saber o que isso
significa. E desde muito pequena, ela vai testar até onde pode ir, e cabe aos
pais a decisão de limitar no momento em que for preciso.
Escuto diariamente os pais dizerem: - Mas ele é tão
pequenininho! Não entende ainda! – mas não se engane. As crianças compreendem e
até gostam de ter alguém que as limite, pois isso faz com que elas se sintam
seguras. Nenhuma criança vai crescer traumatizada porque recebeu um “não” de
seus pais, tampouco vai guardar péssimas lembranças da infância porque ficou de
castigo. Ao contrário, essa é a única forma de ensinar como se comportar em
sociedade, respeitando regras, horários, ordens, etc.
Obviamente, e como tudo na vida, é preciso agir com
equilíbrio: não é preciso ser rígido demais, e nem permissivo. Mas não se pode
“relaxar”. A educação de uma criança deve acontecer em qualquer lugar e em
qualquer circunstância, seja na casa dos avós, no restaurante ou na rua, os
pais devem agir seguindo sempre uma linha de pensamento. Ou seja, se a criança,
em casa, não pode ver TV enquanto come, na casa da vovó também não vai poder.
Ou ainda, se os pais combinaram que, no supermercado, a criança poderia
escolher apenas uma guloseima, não se pode aceitar que ela termine escolhendo
três. É preciso ter coerência ao tomar uma decisão com relação à educação, pois
se os pais cedem, o ensinamento já foi perdido.
É muito comum ver crianças sendo mal educadas e os pais
as desculpando: - Ah ela está com sono! Ou – Ele está mal humorado hoje. E a
criança cresce achando que esses argumentos são suficientes para desculpar suas
más-criações. (Segundo o dicionário: s.f. Comportamento ou ação grosseira;
atitude indelicada ou desrespeitosa; malcriação. Característica ou
particularidade de quem é malcriado.pl. más-criações ou má-criações).
Acontece que, lá na frente, quando seu filho já for um
adolescente, o professor de física não vai querer saber de que jeito ele
acordou, se der uma resposta mal dada. E nem o guarda de trânsito vai querer
saber se ele está com sono ou não. As regras serão cobradas, e a sanções
aplicadas.
O respeito ao outro, a obediência às regras, a
cordialidade e a gentileza, são ensinamentos valiosos que somente a família
pode dar a uma criança, seja através dos limites, dos ensinamentos e
principalmente pelo exemplo.
Os pais não podem e nem devem se sentir culpados ao impor
os limites que julgam certos aos seus filhos. As regras, baseadas nos valores
que os pais acreditam serem as corretas, devem ser colocadas às crianças com
clareza e sinceridade. Jamais minta, mesmo que seja uma mentira inocente.
Para terminar, deixo aqui um texto que recebi, cujo autor
é desconhecido, que fala justamente sobre o que tratei neste post. Vale a pena
a leitura e a reflexão! (Se alguém souber quem é autor, por favor me informe
nos comentários).
MERTHIOLATE
Quem tem um pouco mais de “experiência”, para não dizer
idade, ainda é capaz de lembrar do ardor causado pelo Merthiolate, que é
um antisséptico para ferimentos.
Eu, moleca que era, vivia ralando os joelhos, cotovelos e
o que mais conseguisse, e não sei o que era pior: a dor do ferimento ou o ardor
do Merthiolate.
Ainda ouvia da minha mãe que “se ardia era bom porque
estava matando as bactérias”. Ela nunca assoprava, o que na época, eu achava
sádico, mas hoje sabemos que era sábio, afinal, quando se assopra uma ferida,
podemos infectá-la ainda mais com as bactérias presentes na boca.
Enfim, cair primeiro doía e depois ardia.
Com o tempo, o Merthiolate criou uma fórmula que não
arde. Não arde.
Com o tempo, não permitimos que nossos filhos sintam nem
o ardor do Merthiolate, nem os ardores da vida.
Estamos criando uma geração que não sabe o que é ardor,
fome, sede, espera, paciência.
Carregamos um kit completo anti “pitis” na bolsa, com água, bolachas, celular, tablet, caderno, lápis, analgésico. Nossos filhos não podem esperar. Esperar meia hora, quarenta minutos por uma comida? Jamais! Dez minutos por uma água? Não! Não podem ir a restaurantes sem espaço para crianças porque não suportarão a permanência no local.
Carregamos um kit completo anti “pitis” na bolsa, com água, bolachas, celular, tablet, caderno, lápis, analgésico. Nossos filhos não podem esperar. Esperar meia hora, quarenta minutos por uma comida? Jamais! Dez minutos por uma água? Não! Não podem ir a restaurantes sem espaço para crianças porque não suportarão a permanência no local.
O que estamos criando?
Nossas esperas foram boas e até hoje a vida nos ensina a
esperar.
Certamente, nesse exato momento, você está esperando por
algo: uma cura, uma promoção, uma ligação, comprar uma casa, um carro, uma
viagem, engravidar, um namorado, qualquer coisa. Você está esperando. E sua mãe
não tem a solução de seus problemas na bolsa dela…
As crianças devem e podem esperar. Nós, como pais, temos a obrigação de ensiná-los a esperar
porque temos que prepará-los para a vida como ela é.
A criança tem uma necessidade, fica chata, não temos
paciência e damos o que ela quiser. Qualquer coisa.
Ferrari? Paris? Gucci? Qualquer coisa, mas pare de birra!
E assim, nossa baixa resistência aos apelos dos filhos
nos levam ao erro.
Nada mais arde. Nem Merthiolate.
Na verdade, tudo continua ardendo, apenas damos-lhes a
falsa sensação de que nada mais arde, de que tudo é imediato.
É isso que queremos ensinar?
Reflita.
(autor desconhecido)




Que maravilha, ah se todos os pais lessem esse texto!!!! Espetáculo... Parabéns
ResponderExcluirQue maravilha, ah se todos os pais lessem esse texto!!!! Espetáculo... Parabéns
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