Não há como fugir: seja na
TV, nos tabloides ou na internet, os casos de violência reinam soberanos. As
empresas de segurança se multiplicam, e as casas e condomínios vão se tornando
verdadeiras prisões. Sim, eu e você, que nos levantamos cedo para trabalhar
todos os dias, que pagamos nossas contas com nosso dinheiro ganho através desse
trabalho, que temos carro, computador, TV bacana, porque lutamos para comprar,
estamos presos dentro de nossas casas. Os hábitos vão mudando dia após dia: as
crianças já não brincam mais nas ruas, os jovens não se reúnem nos portões de
casa, sair à noite só se for por doença ou algo muito urgente. As pessoas vivem
assustadas e desconfiadas. Qualquer movimento diferente de alguém na rua é
motivo para um sobressalto. Mal vemos nossos vizinhos. Vivemos trancados e com
medo.
E se não bastassem as
notícias que vem de todos os lados, nos chegam as histórias de pessoas mais
próximas: a casa de um amigo que foi assaltada, o vizinho que caiu em um golpe
de estelionatários, o menino que foi agredido perto da escola do seu filho para
ter seu celular levado, o dono do bar do bairro onde você mora que foi
assassinado e por aí vai. Morando numa cidade do interior, há 20 anos não se escutava
nada disso. Saíamos à noite, chegávamos em casa de madrugada, eu mesma voltava
caminhando da faculdade, sem temores nem sustos. Nos grandes centros urbanos, a
situação é ainda pior.
A violência está em todos os
lugares e atinge todas as classes sociais. Seja no trânsito ou no transporte
urbano, no centro das cidades ou na periferia. Ninguém escapa mais.
E por trás de tudo isso, o
que vemos cada vez em maior número, são menores de idade praticando crimes
hediondos ou não e que continuam nas ruas, pois as leis do nosso país os
protege. Eles têm 12, 13 ou 17 anos e 10 meses, e não podem ser presos. Quando
muito, através do pedido de algum político influente, são internados em
instituições para menores, mal preparadas, e lá aprendem a serem criminosos “melhores”,
mais astutos.Esse é o nosso sistema. E é
por ele que estamos a cada dia nos tornando os prisioneiros, dentro de nossas
próprias casas.
Está tudo do lado avesso: os
honestos são tomados por idiotas, os corruptos são aplaudidos, os bandidos
estão soltos, e nossas famílias estão presas. O que era bom ficou ruim.
As crianças que tinham medo
das bruxas e do lobo mau, agora tem medo é do “homem mau” que rouba e fere as
pessoas. Os pais, querendo proteger os filhos e ensiná-los a se defender,
acabam criando crianças ansiosas, assustadas e com medo de tudo e de todos. É
quase uma paranoia. É importante que os pais conversem com as crianças sobre a
violência, mas que ao mesmo tempo ofereçam proteção, para que elas não se
sintam vulneráveis.
A violência tem afetado
diretamente nossa qualidade de vida, e infelizmente nada podemos fazer, a não
ser nos precaver. No Jornal O Tempo, que circula em Belo Horizonte, uma matéria
trouxe algumas dicas dadas pela Polícia Militar, confira:
Dicas da polícia
Objetos. Evitar andar
com objetos valiosos à vista, como eletrônicos e correntes de ouro. Ao
estacionar o carro, nunca deixe objetos visíveis, principalmente os de valor.
Ambiente. Evitar locais
escuros e isolados. Antes de entrar em casa, observe se há movimentação
estranha na região. Se perceber algo, passe direto e ligue para a polícia.
Placas. Se visualizar
as placas de motocicletas e carros usados nos assaltos, informe à Polícia
Militar (PM) imediatamente.
Esteja alerta todo o tempo.
Observe pessoas suspeitas, aproximações incomuns, movimentação estranha e, na
dúvida, afaste-se.
E cuide, em primeiro lugar,
de você e da sua família. Seu carro e seus bens que por ventura forem roubados
poderão ser recuperados ou substituídos. Mas
a sua vida é única, e é ela que realmente tem valor.


Infelizmente isso é a realidade que hoje vivemos. E fico pensando como será no futuro, porque cada dia que passa está ficando pior.
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