Muito já se falou a respeito dos benefícios da leitura,
porém eles vão muito além do que se imagina. O ato de ler funciona como um
exercício para o cérebro e, durante a leitura, muitas sinapses acontecem. (Segundo
o Dicionário Aurélio, sinapse significa: Conexão entre dois neurônios vizinhos,
da qual há mais de um tipo, segundo as formações que fazem o contato entre
essas células para que se propague o impulso nervoso de uma para outra.) São
essas sinapses que exercitam o cérebro e evitam diversos tipos de doenças
degenerativas como as demências e o mal de Alzheimer.
O uso contínuo da
memória, que é ativada pela leitura, estimula o cérebro que é como um músculo,
quanto mais é usado, melhor o seu funcionamento. Ao decodificar uma palavra,
vários sistemas cerebrais são acionados, agindo conjuntamente com a memória a
fim de formar a imagem ou o símbolo que traz o significado dela. Tudo isso
acontece muito rapidamente a partir do momento que a pessoa está alfabetizada.
É interessante ressaltar que a área do cérebro estimulada pela leitura é a
mesma para qualquer idioma, do português ao japonês.
Mas não basta estar alfabetizada para uma pessoa ser
capaz de interpretar um texto. Somente com o tempo, as sinapses acontecem de
forma a criar os símbolos e ao mesmo tempo juntá-los para criar no cérebro a
história ou a informação contida no texto. E então, de alfabetizada, a pessoa
se torna “letrada”.
Segundo o neurocientista francês, Stanislas Dehaene, no português, a criança aprende primeiro a combinação
de consoantes e vogais. A próxima etapa é entender a combinação entre duas
consoantes e uma vogal, como o “vra” de palavra. Essa composição de formas, do
menor para o maior, é feita no lado esquerdo do cérebro. Quando a leitura se
transforma em rotina, essa decodificação se automatiza e então o cérebro passa a
se “concentrar” na interpretação das informações contidas nas palavras.
Outro estudioso, Gregory Berns, neurocientista da
Universidade de Emory, nos Estados Unidos, concluiu através de um estudo que a
leitura de um romance provoca mudanças de conectividade no cérebro, que
persistem mesmo alguns dias após o término dela. “Histórias ajudam a dar
forma às nossas vidas, e às vezes ajudam a definir uma pessoa. Nós queremos
entender como elas entram no nosso cérebro, e o que são capazes de fazer com
ele”, conta Gregory Berns, em reportagem da Revista Veja. Os pesquisadores
ainda não sabem até que ponto essas mudanças afetam o cérebro, mas já
descobriram que os efeitos duram em média 5 dias e que são mais duradouros
conforme a empatia do leitor com o romance lido.
Como se pode perceber, a leitura nos transforma,
fisiologicamente e emocionalmente. O que lemos pode mudar a nossa forma de ver
e pensar o mundo. Lendo, exercitamos nosso cérebro e o protegemos de demências
e outras doenças. É através da leitura que alçamos voo rumo à expansão do
conhecimento. Ler nos torna melhores escritores, enriquece nossas conversas,
amplia nosso poder de compreensão das pessoas e das histórias. Ao ler, podemos
mudar nosso ponto de vista com relação à vida. Tornamo-nos mais críticos, capazes
de contestar acontecimentos e informações dos quais discordamos.
O hábito de ler têm início na infância, quando pais e
educadores são capazes de estimular e tornar a leitura uma prática prazerosa. Se
conseguirem fazer isso de forma adequada, o hábito irá durar a vida inteira, e
seus maiores benefícios serão percebidos desde a infância até a terceira idade.
É preciso esforço e disciplina para transformar nossas
crianças em “apaixonados por leitura desde cedo”!
E se você ainda não é um
desses apaixonados, nunca é tarde para começar! Procure pela Book Lovers Kids
em um shopping perto de você e escolha o livro que te desperte esse hábito, tão
benéfico para nossa saúde e nossas relações
Para saber mais, veja:

Vamos ler galerinha!!! São muitos os benefícios que a leitura traz...Vamos transformar as nossas crianças em "apaixonados por leitura desde cedo".Precisamos de um futuro melhor. Muito interessante!
ResponderExcluir