Quando eu era
criança, não gostava de comer quase nada. Lembro que minha mãe ficava maluca
tentando descobrir o que eu gostaria de comer, mas eu era totalmente seletiva,
só comia ovo, arroz, farinha de mandioca, e uma sopa pronta famosa na época,
Campbell’s, precursora do macarrão instantâneo e das sopas de saquinho que
temos hoje.
Enfim,
passou-se o tempo e eu me tornei uma adulta que adora brócolis, cenoura, agrião
e até jiló! Portanto mães, não se desesperem! Sua criança pode seguir o mesmo
caminho que eu segui.
Eu sei, por
experiência própria, que quando se trata da alimentação de um filho, especialmente
o primeiro, o desespero é inevitável. Lembro-me que quando meu filho Bruno tinha
por volta de 2 anos (hoje ele tem 9), eu
dizia para o pediatra que ele não comia e ele me respondia: - "Deixa ele comigo
uma semana que você vai ver que ele vai comer. Sem iogurte, sem mamadeira, sem
biscoitinhos, ele vai sentir fome e vai comer."
Na época eu
me sentia agredida com aquela fala, mas hoje eu compreendo: as crianças querem
comer aquilo que estão vendo na TV, na internet ou nos folhetos de
supermercados. E então, são tantos biscoitos cheios de gordura, salgadinhos,
pães, embutidos, enfim, um amontoado de alimentos pobres em nutrientes
saudáveis e ricos em açúcares, sódio, colesterol e etc. Comem pouca ou nenhuma
fruta, verdura e legume. E como hoje os pais não querem frustrar seus filhos,
acabam cedendo aos seus desejos alimentares (e todos os outros).
Dentro deste
contexto, eis que surgem alguns tipos curiosos de mães:
·
As mães culpadas: essas mães imaginam que os filhos
não comem por culpa delas, e se martirizam em todas as refeições por conta disso.
Dizem aos filhos: coma ou eu me mato!
·
As mães ansiosas: preparam uma refeição já sabendo que
os filhos não vão comer. Durante o preparo do almoço já ficam imaginando o que preparar
para o jantar. Estão sempre achando que seus filhos estão subnutridos, apesar
de estarem corados e saudáveis.
·
As mães neuróticas: são aquelas que alimentam seus
filhos com um chinelo na mão. Dizem a eles: coma ou eu TE mato! Usam colheres
para não correrem o risco de ferir os pequenos. Geralmente elas montam o prato
com a quantidade de comida suficiente para um adulto e fazem os filhos comerem
tudo.
·
As mães “nem aí”: preparam a comida, colocam no prato
e deixam a criança sozinha vendo TV. Algum tempo depois recolhem o prato, com
ou sem comida, e pronto.
·
As mães workaholics: essas trabalham tanto que só sabem
se os filhos comeram ou não através da agenda escolar, quando a escola tem
condições de informar, ou pela babá. No jantar, usam os imãs de geladeira para
que cada membro da família escolha o que comer, ou, se não tem dinheiro
suficiente pra isso, limitam-se a preparar um macarrão instantâneo, pronto em 3
minutos – tempo demais para quem não tem tempo pra nada.
· As mães fit: essas se
preocupam com a alimentação dos filhos. Compram alimentos frescos e evitam os
industrializados. Não dão a eles balas, refrigerantes, sucos de caixinha e nem
nada que seja comprado pronto. Fazem questão das refeições em família e dedicam
tempo a elas. O problema é que, com tantas restrições, quando a criança vai
numa festinha de aniversário, se acaba no brigadeiro.
Identificou-se
com alguma delas? Independente
da sua resposta, não se preocupe. Cada um tem seu jeito próprio de criar os
filhos, o que não significa que o seu é o certo e o meu é o errado, ou vice e
versa. O que importa é colocarmos amor em tudo o que fazemos a eles, seja na
alimentação ou em qualquer outro cuidado que temos.
Falaremos mais a respeito da alimentação das crianças num próximo
post... Até lá, uma questão para pensar: você já levou sua criança para te
ajudar no preparo dos alimentos?
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