'Não
existe país com governo corrupto e população honesta'. Declaração foi feita
pelo historiador da Unicamp (SP) Leandro Karnal. Para o especialista, a ética
deve começar pela família e pela escola.
Acabo de ler esta matéria, e
isto me rendeu uma vasta reflexão. (Leia na íntegra no site G1).
Como a população brasileira quer exigir um governo honesto e ético, se
diariamente comete pequenas (ou grandes) desonestidades?
Outra matéria também no G1,
fala sobre o professor de uma universidade do Paraná que resolveu fazer um
teste de honestidade: colocou um freezer com picolés dentro, sem vendedor, e
então a pessoa teria que pegar o sorvete e depositar o dinheiro na urna ao lado.
Muitas pessoas pegaram o picolé e não pagaram. Um estudante declarou: “Quem
rouba um sorvete pode facilmente roubar a merenda das crianças ou milhões da
saúde e da educação”.
E é a mais pura verdade. Não
há corrupção do bem ou do mal, grande ou pequena. O sujeito que é corrupto age
em causas pequenas ou grandes, dependendo da oportunidade.
Algumas situações vêm se tornando
tão corriqueiras, que as pessoas pensam que são normais:
- Pegar um atestado médico sem estar doente para
descansar uns dias.
- Pedir “emprestado” um comprovante de endereço de um
conhecido para levar vantagem em alguma coisa.
- Fraudar um comprovante de trabalho para conseguir vaga
na escola pública em tempo integral e passar o dia na academia.
- Valer-se de favores de pessoas mais influentes para
conseguir passar à frente de outras.
- Copiar trabalho acadêmico da internet ao invés de
desenvolver o seu próprio.
- Bater ponto no lugar do colega de trabalho que precisou
dar uma saidinha.
- Oferecer dinheiro para não ser multado no trânsito.
- Comprar CD/DVD piratas.
- Vender (ou comprar) votos.
- Deixar as crianças comerem coisas dentro do
supermercado e não pagar.
Enfim, eu poderia passar horas
listando essas situações que muitos chamam de “jeitinho brasileiro”, mas que no
fundo fazem parte das pequenas corrupções do dia a dia. (Alguns desses exemplos
fazem parte de uma campanha da Procuradoria Geral da União intitulada “Pequenas
Corrupções – Diga Não”, lançada em junho de 2013).
Que exemplos temos dado aos
nossos filhos? Que governo queremos para o nosso país?
Você pode estar pensando:
Corrupto, eu? Isso é característica de políticos! Mas vamos ao significado da
palavra: Corrupção é o efeito ou ato
de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em
relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos. Se voltar
aos exemplos citados acima, verá que apesar de parecerem inocentes ou compreensíveis,
tais atitudes se encaixam perfeitamente ao significado da palavra.
Segundo o filósofo Mário
Sérgio Cortella, “ética é o conjunto de
valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida:
(1) quero?; (2) devo?; (3) posso? Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que
eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito
quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve”.
De acordo com esse
pensamento, precisamos olhar para as nossas atitudes e refletir: temos agido
com honestidade, ética e retidão?
Se quisermos uma mudança
nesse país, é preciso que ela comece dentro de nós, na escola e na família. Ao
repensar nossa forma de agir, estaremos colaborando para que essa mudança aconteça
verdadeiramente, primeiro perto de nós, através do nosso exemplo, e em seguida
na sociedade como um todo. Reflita!
Veja em "Análise de Livros" a resenha do livro "Valores - 15 valores individuais para crescer", para trabalhar também a ética com as crianças.
Este e outros títulos você poderá encontrar e adquirir no site Book Lovers Kids - Criando apaixonados por livros desde cedo.


Ou se ê honesto ou desonesto não existe meio termo.
ResponderExcluirPara refletir mesmo!!! A mudança tem que acontecer primeiramente perto de nós, com nossos exemplos....
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